Experiências catárticas

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A morte de Buffy (Sarah Michelle Gellar)

Sob a óptica da psicanálise, catarse é o experimentar da liberdade em relação a alguma situação opressora, tanto as psicológicas quanto as cotidianas, através de uma resolução que se apresente de forma eficaz o suficiente para que tal ocorra (Wikipedia).

Basicamente é quando a gente passa por uma situação seja real ou uma reação causada por algo que lemos, vemos ou ouvimos, um filme ou uma música por exemplo. Acho que no meu caso um dos momentos em que houve catarse para mim foi assistindo ao final da quinta temporada da série ‘Buffy – A Caça Vampiros’. Eu gosto de citar exemplos que mencionem a cultura pop e esse seriado é um dos grandes ícones do que é pop na televisão.

Eu me tornei um fã dedicado do seriado, inclusive o meu livro ‘Os Caçadores e a Ameaça do Oculto’, tem uma premissa parecida por isso. E foi catártico escrever o livro porque eu peguei fatos da minha vida e recriei com um pano de fundo sobrenatural porque muitos dos desafios das nossas vidas poderiam ser resolvidos com um poder sobrenatural que nunca vamos ter e tudo seria muito mais fácil, mas infelizmente a vida real não é fácil para ninguém.

Buffy era produzido pela Fox e eles anunciaram que a série acabaria ao final da quinta-temporada. Isso aconteceu em uma época em que as informações na internet eram bem superficiais, não se tinha tanto acesso quanto temos hoje. Então eu me sentei em frente à televisão para assistir ao final e na última cena ela morre. A personagem interpretada pela atriz Sarah Michelle Gellar, salta do alto de uma torre para dentro de um portal pois o sangue dela seria a única coisa que o fecharia e protegeria a terra de ser dominada por seres infernais.

Eu chorei do momento em que ela se despede da irmã até o último momento em que eles dão um close na lápide da heroína com os dizeres: Aqui jaz Buffy Anne Summers, ela salvou o mundo muitas vezes – 1981 – 2001. O fato dela ter nascido no mesmo ano que eu também ajudou a intensificar a emoção. Ali estava a minha heroína favorita, morta. Eu fiquei péssimo, mas como na vida a gente é trollado inesperadamente, um outro canal comprou a série e fez mais duas temporadas. Ou seja, eu sofri a toa (risos).

Não exatamente, né? Esse tipo de experiência nos ensina a como enfrentar a vida. É como uma preparação para quando algo drástico acontecer. Claro, que algo assim não substitui acontecimentos reais de nossas vidas, mas dá um insight para que o tranco não seja tão forte assim. Acho que eu entendi o que o catarse é e refleti sobre o tema relembrando esses fatos. Boas catarses e epifanias são essenciais para a forma como enxergamos a vida. Beijos e abraços!! 😀

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