Dublagem de animes no Netflix

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Olá loucos e loucas do meu coração. Minhas desculpas pelo sumiço, mas quando ocorrem mudanças nas nossas vidas, acabamos ficando um pouco ocupados. Venho com mais um post sobre dublagem, um tema sobre o qual já falei algumas vezes aqui no blog. Existe uma grande polêmica rolando quanto as dublagens de animes no Netflix, porque algumas produções receberam versão brasileira feitas no estúdio de Campinas. É o caso de Castlevania e o recém chegado ID-0.

Muitos fãs e até profissionais da dublagem de São Paulo e do Rio de Janeiro, questionam essa dublagem, pois não consideram o elenco do estúdio de Campinas, maduro o suficiente para assumir uma adaptação inteira. Usa-se até o termo ‘dublagem pirata’, mas eu acho que podemos usar esse termo quando é uma dublagem em português do Brasil feita em Miami por exemplo.

Comecei a assistir ID-0 e a dublagem está boa, mas é possível perceber a falta de preparo de alguns dubladores. Quero usar como exemplo uma cena que se encontra no episódio 2 em que ocorre uma conferência e um dos personagens está explicando como funcionam as i-Machines que são os robôs operados pela consciência humana que aparecem nesse anime. É evidente que a interpretação não é linear e algumas frases saem sem emoção. Considerando que esse não é o primeiro anime dublado em Campinas e o fato de que a dublagem deles está sendo alvo constante de críticas, não acredito que exista justificativa para eles não melhorarem nesse aspecto.

ID-0

Quando a equipe de um estúdio se torna arrogante e acredita que o trabalho pode ser feito sem muitos cuidados, é a pior coisa que pode acontecer, porque o público acaba recebendo um produto sem qualidade. Outro ponto que eu acredito que dificulte as coisas para os dubladores de Campinas é esse estranho comportamento dos atores que se mantém relativamente anônimos, provavelmente temerosos com a reação do público.

Não vou dizer que esse seja completamente o caso da dublagem de ID-0, pois eu consigo perceber o esforço dos dubladores em melhorar. Cabe aqui aquele ditado: quem está na chuva é pra se molhar. Gostaria que o pessoal da Dubbing Company aparecesse mais e que também reforcem ao público a intenção deles de melhorar.

Vou comentar rapidamente um tema que quero deixar para uma próxima postagem: existe uma panelinha com alguns dubladores de São Paulo, os quais não vou citar o nome, mas que atacam ferozmente os concorrentes e até os fãs quando eles não são o foco da atenção no mercado da dublagem. Isso também não pode acontecer, porque ao meso tempo que o público quer ouvir as vozes dos seus dubladores favoritos, isso fecha o mercado para novos profissionais e não acho que isso é legal.

Também quero deixar um recado pro Netflix. Entendo que vocês precisam pesar o aspecto econômico no momento de escolher um estúdio para dublar suas produções, mas vocês também precisam diversificar. Mandar tudo pra um estúdio só não é saudável e nem favorece os profissionais da dublagem, pelo contrário, fortalece as panelinhas e isso não é bom. Fica a dica.

Um abraço a todos e até a próxima!

 

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Como agradar um fã de dublagem: Glitter Force Doki Doki

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Quem lê o meu blog sabe da minha predileção por animes e leu meu outro post ‘Como arruinar o dia de um fã de dublagem‘; no qual eu falo sobre a dublagem da versão americana da série Smile Precure que teve a dublagem em português feita em um estúdio fora do país e que tornou o anime impossível de assistir pela qualidade zero da adaptação, escolha de vozes, etc.

Devemos notar que essa temporada foi uma adaptação feita em parceria com a Saban, que apesar do sucesso com Power Rangers, produção na qual várias escolhas erradas foram enfiadas goela abaixo dos fãs de Super Sentai; repetiu seus erros na adaptação de Smile Precure que virou Glitter Force (Força Cintilante no Brasil).

Não só sou fã de anime como me tornei fã de Pretty Cure que é uma franquia que explora o filão das garotas mágicas, já com várias temporadas. Este ano começamos a ouvir sobre a nova temporada e sobre o fato de agora ser uma negociação direta entre Toei e Netflix e eles anunciaram a atual temporada que é Glitter Force Doki Doki (Doki Doki Precure no original).

A novidade para esta temporada foi que o Netflix, em resposta as críticas feitas sobre sua produções com dublagem pirata, mandou dublar Doki Doki no estúdio carioca BlueBird que é o estúdio que faz a dublagem de nada mais nada menos que o jogo League of Legends e tem em seu portfolio alguns títulos de séries bem interessantes e com lançamento recente como The Orville (paródia de Jornada nas Estrelas) e as novas temporadas de Arquivo X (impressionante).

Segue o elenco da dublagem de Glitter Force Doki Doki:

  • Flavia Saddy (Glitter Coração)
  • Mariana Torres (Glitter Trevo)
  • Hannah Buttel (Glitter Espada)
  • Rita Ávila (Glitter Diamante)

O vilão Bel é interpretado pelo ator Marcelo Torreão (Eric Meyers / Ranger Quantum em Power Rangers: Força do Tempo), que também é o diretor de dublagem da série.

O trabalho de dublagem me agradou bastante. A interpretação das protagonistas está bacana. Existe um erro de adaptação na dublagem da fada Kippy. No original ela é fêmea, inclusive seu visual é feminino sendo cor de rosa, mas na dublagem ela possui uma voz masculina.

Então se a dublagem de Glitter Force Smile me chateou, a de Doki Doki foi uma surpresa agradável. Espero que o Netflix considere para as adaptações das próximas temporadas manter a trilha sonora original.

Bem amigos, espero que tenham gostado desta crítica que fiz sobre Glitter Force. Beijos e abraços e até a próxima! 😀

 

 

Leia até o final – Sailor Moon: escolhas do licenciador no Brasil divide base de fãs

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Sim, existem coisas mais importantes que falar sobre um universo que compreende quadrinhos japoneses, animação e produtos relacionados, como falar sobre pessoas que passam fome, que não tem renda e educação adequada, mas o exemplo que eu vou desenvolver nesse post pode ser aplicado a outras coisas importantes no mundo, pois é um exemplo sobre UNIÃO.

Eu já falei antes no blog sobre como sou fã de cultura pop japonesa, em particular animes e séries tokusatsu e uma das minhas grandes paixões é Sailor Moon. Infelizmente as decisões tomadas pelos responsáveis pela licença do anime no Brasil dividiram a base de fãs de maneira permanente. Não há o que façamos, não conseguimos nos unir para demonstrar que somos relevantes.

O licenciador sempre argumenta que não existem fãs o suficiente de Sailor Moon para trabalhar o produto no Brasil. Da mesma forma que não existe relevância para o governo investir em bases sólidas de educação, saúde e alimentação porque como brasileiros estamos tão divididos que não conseguimos pensar no bem comum. É importante que todas as pessoas tenham o mínimo pra viver. Ah, mas no que isto se aplica a um anime? Não tem nada a ver, é irrelevante. Pois é, exatamente por isso que estamos sem uma das nossas principais válvulas de escape, uma história que valoriza exemplos como amizade, amor e família. Porque as pessoas julgam como não tão importante. Tudo que nos faz feliz deve ser julgado importante.

O primeiro erro do antigo licenciador, isto na época em que estreiou na Rede Manchete na década de 90 foi considerar o anime uma tentativa vã de manter o sucesso de séries como Cavaleiros do Zodíaco, que na minha opinião não por acaso pertence ao mesmo e atual licenciador de Sailor Moon. Na época que o anime foi lançado, toda a linha de brinquedos foi lançada e esgotou rapidamente nas lojas. Infelizmente outro erro foi utilizar a Rede Manchete, pois apesar de ser muito amada pelos fãs de cultura pop japonesa, já se sabia ser uma emissora com o pé na cova.

O segundo erro do licenciador já nos anos 2000 quando o anime voltou pelo Cartoon Network e foi aqui que nós fãs fomos separados e condenados a uma gerra interminável, a completa troca do elenco de dublagem. Não vou citar nome de estúdio nem de dublador e nem de diretor, mas um anime que tem 5 temporadas, ter sua primeira temporada dublada em um estúdio e as outras quatro que é mais da metade do material em outro estúdio por que parecia mais barato na época, isso nos marcou para sempre.

E infelizmente hoje quando se argumenta com o licenciador: porque Sailor Moon não passa na tv paga, num serviço de streaming que seja. Porque Sailor Moon não tem tantos fãs assim. Discordo, somos muitos, mas não chegamos a um acordo e o licenciador mais interessado numa base de fãs sólida como a de Cavaleiros do Zodíaco, volta toda sua atenção para estes fãs, pois são eles que vão dar lucro.

Este texto não é nem para falar: ei, vamos nos unir e pedir para que os duzentos episódios sejam redublados e o novo anime venha para o Brasil. Eu não tenho mais essa esperança. E sim para pessoas que gostam de pensar porque as coisas são como são e não de uma maneira mais agradável para todos. O que vale para todos os outros assuntos das nossas vidas.

 

A VOLTA DO QUE É LEGAL!!!

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Eu escolhi essa imagem da série Fuller House para representar esse post porque muitas coisas legais estão de volta e essa série é uma delas. Essa série acompanhou o crescimento de muitos de nós e  acompanhamos o crescimento dessas meninas que agora estão de volta em uma temporada divertidíssima. Muitas risadas com os episódios, muita nostalgia. E tem outras coisas do meu gosto que estão de volta como Gilmore Girls e Xena – A Princesa Guerreira, que recentemente teve o anúncio de um reboot.

O que a gente assiste reflete um pouco do que sentimos e esse post é mais sobre isso do que apenas dizer: Olha que legal tal série que voltou. Como Sailor Moon por exemplo, que é um anime que eu completamente amo, tenho adoração e já está em sua terceira temporada de uma adaptação fiel ao mangá. Para quem não sabe o que é anime e mangá, são desenho animado e quadrinho japonês, respectivamente.

Aspectos legais da nossa vida voltam também. No dia dois de junho de 2014 eu me mudei para São Paulo e já já serão dois anos. Eu senti medo, sinto falta dos meus amigos,da minha família, fui assaltado de uma maneira agressiva, algo que nunca tinha me acontecido  e  tive momentos em que pensei que minha vida nunca mais seria como antes e associei isso a algo ruim, mas nossas vidas não serem mais como antes não é necessariamente um mal.

Surgem novos amigos,  amores e tudo o que era é bom permanece e soma tornando nossas vidas melhores ainda. Guardemos as boas recordações e abracemos o novo. Porque o medo apenas nos impede de prosseguir então precisamos nos despir dele. Apenas não deixem de ter medo de atravessar a rua sem olhar para os dois lados, porque os ônibus continuam transitando, isso não é aquele documentário ‘O Mundo sem as Pessoas’ (risos) . Um grande beijo e fiquem todos com Deus 😀

A terceira temporada de Sailor Moon Crystal

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Ê! O primeiro post de março/2016. Vamos falar do que? Sailor Moon, claro. Que outro vício eu tenho? (risos). Muito mistério se fez sobre a confirmação da nova temporada ao fim do ato 26, que fechou o arco Black Moon. Apenas um ‘Até Breve’ foi usado para se despedir. Esperamos meses até que saiu o anúncio na página oficial de Sailor Moon. E foi isso, apenas uma imagem com referências as Sailor Uranus e Sailor Neptune.

Mais alguns meses e o no início de fevereiro saiu a primeira imagem oficial, como postei acima. Aí as coisas começaram a acontecer. No último domingo ocorreu um evento no Japão e exibiram o primeiro episódio da terceira temporada. Através dos meios de comunicação soubemos que a nova temporada conta com outra abertura e encerramento. Que as transformações não são mais em CGI e também de que não vão seguir o número exato de atos de acordo com o mangá.

O que mais polemizou foi o novo traço, mais infantil e lembrando muito Precure. Os olhos também são mais claros, o que na minha opinião é a principal diferença, pois se são mais escuros, não noto tanto que o traço mudou. Essa alteração no character design dividiu os fãs de todo o mundo. Sinceramente não me incomoda tanto assim. Gostei muito do trailer que liberaram. Minha parte favorita é a Sailor Uranus de capa e máscara (Uranus Mask).

O que mais quero para essa nova temporada são novos itens de transformação para as inner senshi e uma sequencia de transformação para a Sailor Saturn. Sei que no mangá ela não tem transformação até o Saturn Crystal Power, mas não custa sonhar, certo? Acho a Saturn uma personagem com grande potencial e que não foi muito explorada no anime original. Beijos e abraços a todos 😀

Dublagem de Sailor Moon é negociada em SP

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Boa notícia aos fãs do anime Sailor Moon, há tanto tempo orfãos da versão dublada da icônica série criada por Naoko Takeuchi.  Detalhes sobre estúdio, elenco e qual empresa fará a distribuição aguardam data de divulgação.

Um detalhe que me intriga é o motivo de tanto segredo sobre a dublagem de SM no Brasil, pois todas as negociações anteriores tiveram algum tipo de restrição quanto aos detalhes revelados. Acredito que como existem dois elencos diferentes, Gota Mágica e BKS seja pouco gentil por parte dos profissionais se posicionar e dizer: Eu serei o dublador! Afinal, muitos deles trabalham juntos.

Outra questão é qual produto será dublado. O anime original que conta com 200 episódios, 3 filmes e alguns especiais ou Sailor Moon Crystal, produção moderna da história de acordo com o mangá. Seria fantástico se os dois produtos fossem dublados, pois a versão clássica merece uma redublagem e a nova, aguarda versão brasileira.

Só espero que o licenciador não tenha nenhuma ideia cretina como lançar Sailor Moon a partir da terceira temporada como ocorreu quando a empresa CD&DVD Factory (existe ainda?) resolveu produzir um DVD que encalhou nas vendas muito provavelmente por ser um trabalho que ignorou as duas primeiras temporadas e não houve a tão sonhada redublagem. Se for pra lançar, faz do começo.

Quero muito que as dubladoras Marli Bortoletto, Melissa Garcia (BKS), Christina Rodrigues, Isabel de Sá e Eleonora Prado voltem a seus papéis como as cinco primeiras guerreiras lunares. O SOS Sailor Moon fez um vídeo da Marli dublando uma cena de Crystal, gostei muito, fiquei arrepiado. Assim como num outro vídeo, a dubladora Alessandra Araújo interpretou um trecho na mesma temporada como a maléfica Rainha Beryl, a líder do Reino das Trevas.

Existem comentários de que Eleonora Prado não tem interesse em retornar ao papel de Minako/Sailor Vênus. Espero que não seja verdade, pois após pensar um pouco sobre o assunto, decidi ser ela minha favorita ao papel. O mesmo foi dito sobre Gilmara Sanches, a dubladora da Sailor Mercúrio na versão Gota Mágica, mas como mencionei acima, gostaria que Melissa Garcia ficasse com o papel.

Quanto a Chibi Moon, Plutão, Urano, Netuno e Saturno, acho por bem que Úrsula Bezerra, Rita Almeida, Rosana Beltrame, Márcia Regina e Fátima Noya dublem as personagens, pois as mesmas não participaram da primeira temporada do anime clássico e esta escolha de vozes deve ser respeitada, inclusive para evitar novo drama sobre substituições. Na minha opinião, quem dublou primeiro tem preferência. Bom, por hoje e só. Aguardo ansioso por mais novidades. Beijos e abraços!

 

 

Como arruinar o dia de um fã de anime e dublagem

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Pretty Cure é uma franquia de anime com premissa parecida de Sailor Moon: lutar pelo amor e a justiça. Infelizmente nunca foi licenciada no Brasil, por isso a ansiedade dos fãs quando a Saban, empresa responsável por Power Rangers, anunciou a versão americana de Smile Precure com o nome Glitter Force.

Passamos pelo trauma do nome tosco e hoje na estréia levamos outro golpe, a dublagem medonha que Saban/Netflix mandou fazer. As heroínas tem vozes de velhas, não de jovens adolescentes, a fada foi chamada de duende no masculino sendo que se trata claramente de uma fêmea, dublada por uma atriz ou ator de Portugal, não dá pra saber o que é, a atuação sem emoção.

Me sinto exatamente como no dia em que acordei todo feliz e sintonizei no Cartoon Network para assistir Sailor Moon R e quase precisei chamar o Samu para me buscar quando vi que trocaram o elenco de dublagem e as adaptações estavam todas erradas.

Ainda teve gente no grupo Pretty Cure Brasil do Facebook, defendendo e dizendo que a voz da protagonista parece com a da Serena/Sailor Moon. Nem a Marli Bortoletto, primeira dubladora e a Daniela Piquet, a segunda merecem tal comparação ofensiva.

Espero que o Netflix tome juízo e mande refazer em um estúdio paulista, com vozes que amamos, só assim para que eu volte a assistir, porque do jeito que está, não dá!!! Boicote já!!!